12/07/2015

A DOR COMO SINTOMA

A DOR COMO SINTOMA.

Dor aguda - é aquela que se manifesta transitoriamente durante um período relativamente curto, de minutos a algumas semanas, associada a lesões em tecidos ou órgãos, ocasionadas por inflamação, infecção, traumatismo ou outras causas. Normalmente desaparece quando a causa é corretamente diagnosticada e quando o tratamento recomendado pelo especialista é seguido corretamente pelo paciente. Dor em trabalho de parto, nevralgia do trigêmeo pós- traumatismo...

Dor crônica- tem duração prolongada, pode se estender de vários meses a vários anos e que está quase sempre associada a um processo de doença crônica. A dor crônica pode também pode ser consequência de uma lesão já previamente tratada. Em várias patologias encontramos dor crônica como câncer

 Dor recorrente-  Apresenta variações com períodos de curta duração que, no entanto, se repetem com frequência. Pode ocorrer durante toda a vida da pessoa, mesmo sem estar associada a um processo específico. Um exemplo clássico deste tipo de dor é a enxaqueca. A dor pode ter diferentes durações, variando desde segundos até meses ou anos e diversas causas como traumatismos, queimaduras, cirurgias ou artrites. A frequência pode ser Episódica ou Esporádica quando acontece com períodos sem dor, ou Contínua quando se manifesta sem interrupção. É difícil determinar quantitativamente a dor e por tal motivo o profissional da saúde utiliza escalas para auxiliar o paciente a determinar a intensidade, bem como para acompanhar a sua evolução.

Descricoes mais comuns de dor- Relatam os pacientes como ardor, queimação, pontada, choque, latejamento, comichão, formigamento.

 

 A dor pode ter suas origens nos músculos, articulações, dentes, pele ou órgãos internos. Quando a causa física é determinada e diagnosticada, chama-se de orgânica e quando está ligada à psique do indivíduo ela é conhecida como psicogênica. Quando a sua localização é bem definida, chama-se de Dor Localizada e quando não for possível demonstrar com precisão a sua localização, denomina-se Dor Difusa.

A dor continua sendo uma das grandes preocupações da humanidade. Desde os primórdios do ser humano, conforme sugerem alguns registros gráficos da pré-história e os vários documentos escritos anteriormente, o homem sempre procurou esclarecer as razões que justificassem a ocorrência de dor e os procedimentos destinados a seu controle. A expressão da dor varia não somente de um indivíduo para outro, mas também de acordo com as diferentes culturas.

A ocorrência de dor, especialmente crônica, é crescente, talvez em decorrência de novos hábitos de vida, maior longevidade do indivíduo, prolongamento de sobrevida dos doentes com afeções clínicas naturalmente fatais, modificações do ambiente em que vivemos e, provavelmente, do reconhecimento de novos quadros dolorosos e da aplicação de novos conceitos que traduzam seu significado. Além de gerar estresses físicos e emocionais para os doentes e para os seus cuidadores, a dor é razão de fardo econômico e social.

Considerando-se motivos fortíssimos como a dor que leva o paciente á clínica torna-se urgente a sua compreensão e a relação entre as ciências multidisciplinar.

A dor afeta pelo menos 90 % dos indivíduos durante algum momento da sua vida e em 40% deles, tem duração superior a um dia. Ela constitui a causa principal de sofrimento, incapacitação para o trabalho e ocasiona graves conseqüências psicossociais e econômicas. Muitos dias de trabalho podem ser perdidos por aproximadamente 40% dos indivíduos. Não existem dados estatísticos oficiais sobre a dor no Brasil, mas a sua ocorrência tem aumentado substancialmente nos últimos anos. A incidência da dor crônica no mundo oscila entre 7 e 40% da população e, como conseqüência da mesma, cerca de 60% dos que sofrem dela ficam parcial ou totalmente incapacitados, de maneira transitória ou permanente, comprometendoPodemos definir a dor como uma experiência pessoal e particular de sofrimento físico, sensorial e emocional desagradável associada a dano tecidual atual ou eminente. Por ser subjetiva, não existe uma maneira precisa de mensurá-la, as respostas são individuais e influenciadas pelas constituições fisiológica, psicológica, cultural e espiritual da pessoa que sofre a dor.

Evitar a dor é uma necessidade humana básica. Embora uma pessoa possa sobreviver com dor, a sua presença interfere no bem-estar do indivíduo, e se for constante passa a ser o ponto focal da vida da pessoa, o que desorganiza a sua capacidade de se alimentar, de dormir ou de desempenhar atividades. Alguns pacientes podem adaptar-se à dor, através do desenvolvimento de um elevado autocontrole, suprimindo os sinais de sofrimento, ou apenas permanecendo prostrados ou mais quietos que o habitual, devido ao esgotamento físico e mental caus de modo significativo a qualidade de vida.

A dor pode ser resultante de um ou mais fatores internos e/ou externos. Os mais importantes que podem desencadear esse processo são os biológicos (lesão nos tecidos, condições físicas e efeito de medicamentos), os sociais (suporte social, relação familiar e influência cultural) e os psicológicos (comportamento, tipo de personalidade e grau de conhecimento).